
O momento em que os olhares se cruzam…
Era um dia diferente, parti rumo a uma nova aventura o que ficou para trás deixou em mim um sentimento nostálgico mas, simultaneamente o cheiro de novas flores pairaram na certeza de que, tudo iria correr bem… que um novo momento me traria um novo respirar, um novo odor, um novo olhar, uma nova cor… Naquele instante tudo parecia uma peça de teatro onde eu, enfim, poderia ser a actriz, o cenário, os figurinos, a plateia, o som, as luzes, o palco… com direito a risos, a choros, a gargalhadas, a aplausos… Aquele momento em que nada acontece mas, tudo pode acontecer… Aquele instante onde tudo se torna uma montanha russa, em que os sentimentos e as emoções se baralham e a dúvida onde teremos os pés e a cabeça se torna num vaivém repleto de corrupios…
Quando os olhares se cruzam… que devaneio da minha parte se, em todos os momentos e instantes da nossa existência eles se cruzam, ou por acaso ou simplesmente por que tem de ser… que cruzamento será este que de tão intenso se reproduz e multiplica tornando-o simplesmente imortal… imortal… Sim imortal porque nos persegue e permanece intacto, sem que nenhuma borracha o apague, nenhuma folha se vire, nenhum papel se rasgue, nenhum corrector se utilize… Utopias? Quem sabe… Quem sabe se este momento não poderá mesmo ser imortal… Sabes tu? Consegues tu apagá-lo? Consegues arrancar aquele momento onde tudo se cruza, onde as emoções se reproduzem simbioticamente… Caricato?! Sublime, diria eu… e mais do que tudo gratificante para quem um dia, em determinada altura, sentiu que aquele momento, aquele instante, aquele segundo, aquele devaneio se tornara imortal… por este ou por aquele motivo, quer por forças da circunstâncias, quer porque sim… Nesse momento a imortalidade venceu… e ainda bem, porque assim, viveste o teu momento, antes que a peça termine e a cortina se feche sem palmas…